A melhor foto que eu perdi
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pODCAST

Quatro fotojornalistas, quatro histórias incríveis de fotos que nunca foram tiradas - mas que os marcaram mais do que qualquer imagem que pudessem ter feito.

Os premiados Juca Varella, Paulo Pinto, Lalo de Almeida e Roberto Linsker relembram momentos marcantes de suas carreiras e como aprenderam a lidar com os desafios, a ética, a competitividade, o trabalho em equipe e a vida de fotojornalista.

 

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Para ver as respostas da última pergunta, clique aqui.

FOTÓGRAFOS ENTREVISTADOS

Role a tela ou clique na foto ao lado para acessar o conteúdo extra.

Juca Varella

 

PC Farias

Paulo Pinto

 

Copa de '98

Lalo de Almeida

A eleição do Papa

Roberto Linsker

 

Esbarrando no Sarney

 

JUCA VARELLA 

Domingo, 23 de junho de 1996.

Juca Varella, fotógrafo da Folha de São Paulo, toma cerveja com os amigos no Lago Paranoá, em Brasília. Seu chefe telefona. “O PC Farias foi assassinado”, diz, do outro lado da linha. Era o começo de um dia de trabalho como nenhum outro.

Poucas horas depois de receber a ligação, Juca já está em Maceió, onde o corpo é examinado. Enquanto os outros fotógrafos esperam na frente do IML, ele decide dar a volta no prédio. De lá, consegue uma foto exclusiva: o cadáver de PC Farias, nu, sobre a mesa de exame - a capa da Folha no dia seguinte.

Mas não era essa a foto que ele queria ter feito...

 

Juca Varella: Site | Instagram

Paulo Pinto

Paulo Pinto é considerado uma referência no fotojornalismo esportivo.

Em 1998, ele já era um fotógrafo experiente quando O Estado de S. Paulo o mandou para realizar um sonho de infância: cobrir a Copa do Mundo. 

Na semifinal, o Brasil encarou a Holanda, no que hoje é considerado um dos melhores jogos da história das Copas. Após um primeiro tempo sem gols, a partida recomeça. Em menos de dois minutos, Ronaldo faz um gol e passa na frente do Paulo comemorando - e deixando uma marca difícil de esquecer.

LALO DE ALMEIDA

Se perder uma foto é ruim, imagine perdê-la duas vezes.

Foi o que aconteceu com o Lalo de Almeida, vencedor do World Press Photo 2017.

Em 2005, ele foi enviado pela Folha de São Paulo para cobrir o velório do Papa João Paulo II e a eleição de seu sucessor. Em meio a uma série de eventos, ele perde a foto do momento que todos esperam: a primeira apresentação do Papa ao mundo.

Oito anos depois, Bento XVI renuncia e ele tem a chance de se redimir. Será que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?

Lalo de Almeida: Site | Instagram

ROBERTO LINSKER

Às vezes, uma oportunidade cai no nosso colo e só percebemos quando é tarde demais.

Roberto Linsker é conhecido por seu olhar aprofundado, que rendeu projetos como o Mar de Homens, vencedor do prêmio Picture of the Year da National Geographic em 2003.

Um dia, ele vai ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, para fotografar o Dr. Adib Jatene - na época, diretor do HC.

No fim da sessão, o doutor Jatene se despede e diz ter um compromisso. Roberto sai pensando sobre as fotos e, em um dos corredores do hospital, é atropelado por um grupo enorme vindo na direção oposta.

Na saída do prédio, dá de cara com vinte fotógrafos, que o olham incrédulo.

Ele pergunta o que estão fazendo ali - e não acredita na resposta.

 

Roberto Linsker: Instagram


 

A ÚLTIMA PERGUNTA

Em todas as entrevistas os fotógrafos receberam a mesma pergunta final:

Para um fotojornalista, perder fotos é uma coisa comum? Faz parte do dia a dia, como um jogador errar um gol ou um chef de cozinha errar um prato? Como você lida com isso?